domingo, 31 de julho de 2016

Dores e tensões na Cervical

Dores na Cervical

A dor na região cervical é uma das mais comuns no mundo todo: milhões de pessoas sofrem com dores na região do pescoço. São muitas as possíveis causas dessa condição. Em grande parte dos casos, trata-se de uma condição auto-limitada, ou seja, a dor desaparece com o tempo, espontaneamente. Em alguns casos, a dor se prolonga durante meses ou até anos, tornando-se crônica. Muitas vezes, a dor pode ser acompanhada de rigidez no pescoço e também irradiar para braços ou para os ombros.  Essas diferenças são aspectos muito importantes para o seu médico levar em conta na hora de buscar um diagnóstico.
Exemplos de diferentes condições que podem causar dor na região cervical são contraturas musculares, lesões na região, como por exemplo a lesão em chicote, e doenças degenerativas da coluna, como a hérnia de disco. 
A coluna cervical é bastante flexível, permitindo uma boa mobilidade da cabeça. Cada vez que realizamos movimentos como inclinar a cabeça, ou girá-la para os lados, as articulações da região cervical trabalham para permitir um movimento amplo.
A maior parte das dores agudas na região cervical se originam de contraturas musculares. Estas dores costumam ser menos profundas, menos intensas e geralmente melhoram espontaneamente. É muito comum a pessoa acordar de manhã com um torcicolo, devido a uma posição inadequada durante a noite, e melhorar ao longo do dia.
Situações de estresse emocional também podem gerar uma maior tensão muscular na região e provocar ou agravar um quadro de dor. Postura inadequada no trabalho, ao dirigir ou até no sofá, vendo TV também pode gerar dor cervical. Ultimamente, o uso do celular tem sido um fator importante: a postura inadequada da pessoa ao utilizar o seu smartphone pode gerar dor cervical.
Ao longo dos anos, a nossa coluna sofre degeneração de suas estruturas. Uma causa muito comum de dor na região cervical é a artrose, ou oesteoartrite, ou ainda espondilose cervical. Trata-se de uma enfermidade inflamatória, causada por um desgaste crônico das articulações desta região, acompanhada por alterações ósseas.
A hérnia de disco também é comum nesta região. Temos sete vértebras na região cervical da coluna vertebral. Entre elas, situam-se os discos intervertebrais, que têm como função promover uma maior estabilização e também funcionam como um amortecedor. Ao longo dos anos, o disco se desgasta e pode ficar mais fino, ou se deslocar, gerando dor. A hérnia de disco acontece quando o disco se rompe, havendo um deslocamento do seu material interno, o núcleo pulposo que, ao atingir uma raiz nervosa, pode gerar um quadro de dor.
TRATAMENTO
Primeiro, é fundamental a realização de um diagnóstico apropriado com um médico especializado em dor. A avaliação médica, realizada de forma detalhada, é importante para que se busque identificar as causas da dor. Com isso, o médico de dor pode traçar um plano de tratamento que empregue os recursos mais adequados. São muito raros os casos que necessitam de cirurgia. O tratamento mais frequentemente inclui o uso de medicações, fisioterapia e procedimentos intervencionistas, como a Radiofrequência. Em casos de problemas relacionados ao estresse, a Psicologia poderá ser uma ferramenta complementar útil. A acupuntura também é uma oção que traz bons resultados em boa parte dos casos.

Reabilitação de fratura do Fêmur

Fratura do fêmur

fratura do fémur pode ocorrer no nivel do quadril, na parte central do osso (diáfise) ou no joelho.
Quando ocorre uma lesão em qualquer ponto ao longo do eixo central do osso é chamada fratura da diáfise femoral.
A parte longa do osso da coxa é chamado de diáfise do fêmur. O osso do fémur é o osso mais longo e mais forte do corpo, tem uma boa circulação sanguínea.
fêmur, fratura de quadril, joelho, diáfise, osso, ruptura, dor
Por esta razão e para os músculos que a rodeiam, para quebrar a diáfise serve uma força notável.
Geralmente, quando ocorre uma fratura, o músculo protetor provoca o deslocamento do osso, isso ocorre freqüentemente com fraturas diafisárias.
As complicações em termos de nervos e vasos sanguíneos são as preocupações mais importantes para os pacientes que chegam no pronto socorro.
Se houver um sangramento substancial então o suprimento de sangue para os tecidos diminui significativamente.
As lesões associadas com os tecidos moles, nervos e os vasos sanguíneos são freqüentes.
As fraturas expostas facilmente provocam uma infecção.
As taxas de mortalidade foram reduzidas na ruptura da diáfise femoral, principalmente como conseqüência de alterações no tipo de imobilização pós-fratura.
As terapias atuais permitem a mobilização precoce, reduzindo assim o risco de complicações associadas a repouso no leito prolongado.

Classificação

Os 3 tipos de fraturas do fêmur são:
Tipo I – Espiral ou transversal (mais comum)
Tipo II – Longitudinal (ao longo do eixo do osso)
Tipo III – Cominutiva
Tipo IV – Exposta

Classificação da fratura do colo femoral

Fratura intracapsular ou medial (mais perigosa)
Estas lesões são divididas em:
  • Subcapitais (entre a cabeça femoral e o pescoço),
  • Transcervicais
Fratura extracapsular ou lateral
Essas rupturas podem ser:
  • Basocervical (na base do colo do fémur),
  • Pertrocantéricas (ao longo do grande trocanter),
  • Intertrocanterianas (entre grande e o pequeno trocanter).

Causas da fratura do fêmur

Normalmente, as fraturas da diáfise do fêmur nos jovens são causadas por impactos de alta energia.
A causa mais freqüente deste tipo de fratura é um acidente de carro ou moto.
Entre outras causas freqüentes estão:
  • Uma pessoa atingida por um carro.
  • Uma queda do alto,
  • Um ferimento com arma de fogo.
Um pequeno acidente pode causar uma fratura do fêmur para pessoas idosas que sofrem de osteoporose.
As fraturas diafisárias são a conseqüência de uma considerável força transmitida de um impacto direto ou indireto sobre o joelho.
As fraturas patológicas podem ocorrer com uma força relativamente pequena.
Neste caso pode ser o resultado de fraqueza óssea da osteoporose, de um tumor ósseo ou metástases.
câncer ósseo ocorre principalmente na parte distal do fêmur portanto no nível do joelho.
Neste caso, a fratura do fêmur pode ocorrer mesmo sem uma queda.

Sinais e sintomas da fratura do fêmur

Os sintomas de uma fratura do fêmur estão localizados principalmente na área da coxa. Quando ocorrem outras lesões ou hemorragias graves junto com a fratura, essas doenças produzem sintomas a ter em conta, alguns dos quais podem ser fatais.
Os sintomas mais comuns são:

Complicações da fratura do fêmur

Entre as possíveis consequências e os riscos da fratura do fêmur estão:
As crianças ou adolescentes que sofrem uma fratura do fêmur devem ser imobilizados ou operados em todo o caso.
Até que o osso não cicatriza o crescimento pode parar ou diminuir, portanto pode permanecer uma perna mais curta que a outra.
 Fratura de fêmur, Radiografia, prego

Diagnóstico da fratura do fêmur

É importante que o médico saiba exatamente os sintomas que o paciente sente na perna.
Por exemplo, no caso de um acidente de carro o  médico deve saber:
  • A velocidade do carro,
  • Aqueles que sofreram uma fratura: o condutor ou passageiro,
  • Se a pessoa estava usando um cinto de segurança e se o airbag abriu.
É importante que o especialista saiba se o paciente sofre de outros problemas de saúde comohipertensãodiabetesasma ou alergias.
O médico precisa saber os medicamentos que o paciente toma para outras doenças.
Depois de explicar como ocorreu o acidente e o histórico clínico, o médico faz um exame cuidadoso.
Ele ou ela avalia o estado geral de saúde e em seguida concentra-se na perna.
O médico deve observar cuidadosamente a coxa e procura de:
1. Uma deformidade visível da perna ou coxa (um ângulo incomum, uma possível torção, abdução do quadril ou o encurtamento de uma perna)
2. Lesões na pele
3. Hematomas
4. Fragmentos de osso que podem empurrar a pele.

Observação do paciente fraturado

Observação principal:
  • A primeira coisa a fazer é avaliar as funções vitais e as possíveis lesões abdominal, espinhal, no tórax ou cérebro.
  • É necessário tratar o ferimento potencialmente fatal para salvar a vida do paciente.
  • Órtese para as fraturas (equivalente a uma tala de tração).
  • Radiografia do fêmur.
  • Exames de sangue, incluindo o sangue para transfusão.
  • Os reflexos e a sensibilidade da perna devem ser cuidadosamente avaliadas.
  • Analgésico: Um tratamento adequado para a dor através de injeções. Geralmente, o bloqueio do nervo femoral é eficaz.
Após a observação visual, o médico deve apalpar a coxa, a perna e o pé para saber se existem quaisquer anomalias, controla se a pele resistiu e a condição dos músculos ao redor da coxa.
Ele ou ela também deve considerar os reflexos.
Se o paciente está acordado, o médico deve verificar a sensibilidade, o movimento da perna e do pé.
 Diagnóstico diferencial
  • Síndrome compartimental
  • Luxação do quadril
  • Fratura do quadril.
 Tratamento para a fratura do fêmur
O tratamento pode ser cirúrgico ou conservador.
Em caso de cirurgia óssea, o cirurgião pode:
  • Inserir uma haste intramedular para a fixação dos fragmentos ósseos na posição correta;
  • Unir os fragmentos inserindo parafusos que são mantidos na posição correta com uma placa de metal ao lado do osso;
  • Juntar os pedaços com parafusos anexados a um fixador externo.
A fratura do quadril em idosos pode ser curada através da inserção de uma prótese de quadril que substitui a articulação.
Em alguns casos, o ancião não é operável devido a outras doenças que podem causar perigo para a vida do paciente, portanto pode ser necessária uma cadeira de rodas para uso diário.
Após a cirurgia, o cirurgião ortopédico pode aplicar o gesso por um período variável, dependendo da velocidade da consolidação.
O gesso para bloquear o fêmur também inclui a pelve.
Geralmente, as crianças com uma fratura da diáfise não são operados porque recuperam em breve (cerca de 45 dias), neste caso é suficiente uma redução com tração para alinhar corretamente os fragmentos.
Fisioterapia e reabilitaçãoFratura do fêmur
Após uma fratura do fêmur, o paciente deve imobilizar a perna até que a fratura esteja estável.
O decurso pós-operatório incluirá exercícios com as pernas para recuperar a força e a amplitude de movimento.
A primeira fase da reabilitaçãoconsiste em mobilização passiva, depois de realizar os movimentos e os exercícios de fisioterapia, com o apoio do peso com a perna quebrada.
 Tempo de cicatrização? O prognóstico
Não existe tempo certo para a recuperação porque existem muitas variáveis, incluindo:
1. A gravidade da fratura,
2. A idade do paciente,
3. Osteoporose,
4. O tipo de tratamento (cirurgia ou imobilização).
Após a cirurgia com inserção de fixador externo, o paciente pode caminhar o dia após a cirurgia.
Em outros casos, o paciente pode andar de acordo com as instruções do ortopedista, geralmente 1 mês após o início da imobilização.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Core – importância e exercícios para sua função na gravidez e pós-parto


Core, sua importância e exercícios para sua função na gravidez e pós-parto
Core – centro do corpo – tronco e pelve
Core training – ação sobre o conjunto de músculos que controlam o centro do corpo.
Músculos do Core
Músculos do Core
Durante a gravidez há uma grande mudança sobre os músculos do “Core”, não só pelas alterações hormonais e fisiológicas, mas também pelas grandes mudanças biomecânicas impostas pelo bebê que cresce dentro do útero. É claro que essa volta e recuperação no pós-parto não acontece imediatamente e por isso deve ser respeitada.
Os exercícios que trabalham os músculos do core tem função muito importante sobre o controle postural, ajudando a manter ainda a estabilidade da coluna e prevenir dores, as tão indesejadas dores nas costas que gestantes e mamães normalmente sentem.
Além disso, ajudam a manter as funções do assoalho pélvico as quais vão sendo modificadas por ação hormonal durante a gravidez para preparar essa região para o trabalho de parto, portanto esses músculos vão ficando mais fracos e de certa forma mais soltos (com um tônus muscular diminuído) e os exercícios para o core auxiliam na manutenção desse controle.
A bola suíça é um excelente material para usar com a gestante (desde que se sinta confortável com esse material) porque por sua instabilidade aciona naturalmente essa função do core, para que a gestante se mantenha sentada e em equilíbrio, além disso ela é confortável para sentar-se porque molda-se ao corpo, ajustando-se na região do quadril, facilitando também o alinhamento postural.
Exercícios respiratórios adequados (sem bloqueios ou ventilações exageradas) para a grávida e para a recém-mamãe, com a atenção na movimentação das costelas, ação dos músculos abdominais e do assoalho pélvico serão excelentes para a ação conjunta do core, não se esquecendo sempre da postura alinhada e reorganizada para tais exercícios, pois essa alinhada já se inicia a relação profunda de todo esse core.
Assoalho pélvico
Assoalho pélvico
A manutenção da ativação abdominal, a medida que eles vão sendo alongados pela gravidez ajudam no próprio controle postural, e dessa forma inicia-se o ciclo essencial para o bom desempenho de todo esse core, postura, manutenção de uma boa respiração e prevenção de dores.
A prática de exercícios respiratórios e em alinhamento postural ajudar a promover a atividade coordenada de todo esse conjunto de músculos.

domingo, 15 de junho de 2014

Cisto de Baker

Cisto de Baker no Joelho

O que é o cisto de Baker? ( Baker Cyst, Popliteal Cyst, Quisto de Baker)
O cisto de Baker é um cisto cheio de líquido que provoca uma saliência e uma sensação de desconforto atrás do joelho. A dor pode piorar durante a flexo extensão o joelho ou em momentos de maior atividade física no trabalho, andar distâncias maiores ou subir escadas.

O cisto de Baker é um câncer?
Não, é uma tumoração cheia de liquido sinovial benígna. Quando um cisto de Baker cresce muito ele pode incomodar e causar um efeito de massa comprimindo as estrutural na fossa poplítea, porém o efeito maligno é pela compressão e não por ser um câncer. 

O que causa o cisto de Baker?
O cisto de Baker, também chamado de cisto poplíteo, é geralmente o resultado de uma patologia intrarticular ao joelho, como artrite, artrose, lesão na cartilagem, lesoes meniscais ou ligamentares. Essas doenças podem levar o joelho a uma maior produção de líquido sinovial ( água no joelho, Sinovite ), essa sinovite leva a formação do cisto de Baker.

Quais os sintomas do cisto de Baker?
O cisto de Baker pode causar inchaço na região posterior do joelho e  provocar desconforto ou dor na região, algumas vezes a dor tem origem no cisto porém a dor pode estar relacionada ao problema primário que levou ao surgimento do Cisto de Baker.
Em alguns casos, o cisto de Baker não causa dor, e o paciente pode nem notar. Mesmo não tendo sintomas objetivos você pode observar:
  • Inchaço atrás do joelho, e às vezes na perna
  • A dor do joelho
  • Rigidez
  • Na palpação da região posterior do joelho sentir uma estrutura semelhante a um balão cheio de água
     
Como é a lubrificação do joelho?

A cartilagem e os tendões do joelho contam com um fluido lubrificante chamado líquido sinovial. Esse líquido ajuda no movimento da perna e reduz o atrito entre a tíbia, o fémur e a rotula.

Como surge o cisto de Baker?
O líquido sinovial circula, entra e sai das bolsas de tecido (bursas) em todo o seu joelho. Existe um sistema de válvula entre o joelho e a bursa na parte posterior do joelho (Bursa poplítea). Este válvula regula a quantidade de líquido sinovial entrando e saindo da bursa. Mas às vezes o joelho produz muito líquido sinovial ( sinovite ), resultando em acúmulo de líquido na bursa e esse acúmulo é chamado de cisto de Baker.
Isso pode ser causado por:
  • A inflamação da articulação do joelho, tal como ocorre com vários tipos de artrite e na artrose
  • Nas lesões do joelho, como uma lesão cartilaginosa, meniscal ou ligamentar 
Quais os exames usados para confirmar o cisto de Baker?

Os exames mais usados são o ultrassom e a ressonância nuclear magnética, essa última muitas vezes também mostra a causa primária da sinovite que levou ao surgimento do cisto de BaKer.

Quando consultar um médico ortopedista?
Se você está sentindo dor e inchaço atrás do joelho, consulte o seu médico ortopedista para determinar a causa. Embora improvável, uma protuberância atrás do joelho pode ser um sinal de uma doença mais grave, como um tumor ou um aneurisma da artéria poplítea, em vez de um cisto cheio de líquido.

Quais as complicações de um cisto de Baker?

Raramente, um cisto de Baker pode explodir e provocar um vazamento de líquido sinovial na região da panturrilha os sintomas são: Dor no joelho e edema na panturrilha, às vezes, vermelhidão e uma sensação de água correndo na panturrilha. Esses sinais e sintomas se assemelham aos de uma trombose venosa. Se você tem dor, inchaço e vermelhidão da panturrilha, você precisa de avaliação médica imediata.

Como é feito o tratamento do cisto de Baker?
O tratamento em geral é endereçado a causa primária que leva a sinovite, os paciente em geral melhoram após a artroscopia para tratamento das lesões intrarticulares, raramente está indicado tratamento cirúrgico do cisto propriamente dito.  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O índice glicêmico e a atividade física


A habilidade com que um determinado alimento eleva os níveis de glicose sanguínea é conhecida como índice glicêmico (IG). Explicando de outra forma, este índice refere-se à velocidade com que os carboidratos aparecem na circulação sanguínea. Esta velocidade é variável, visto que nosso corpo não digere e absorve os vários tipos de carboidratos da mesma forma.
Por exemplo, a glicose contida em alimentos com o pão, a batata e a aveia está ligada a uma série de outras moléculas de glicose, formando o amido. Por isso, nestes alimentos o carboidrato chega à nossa corrente sanguínea vagarosamente, uma vez que o amido precisará ser digerido (quebrado) para poder ser absorvido. Como esta digestão consumirá tempo, caso você necessite de uma fonte de carboidrato rapidamente disponível, alimentos que contenham amido não serão a melhor opção.

Já quando consumimos uma bebida cujo principal substrato energético é a glicose, rapidamente este nutriente aparece em nossa corrente sanguínea, estando imediatamente disponível para a atividade física. Isto ocorre porque a glicose nestas bebidas está quase toda em sua forma livre, sem ligações químicas com outras moléculas, facilitando sua rápida absorção.

No sangue, as concentrações de glicose são mantidas estáveis, através da ação de hormônios, como o glucagon e a insulina. Em adultos saudáveis esta concentração varia entre 60 e 110 mg a cada 100 ml de sangue, e é essencial para o bom funcionamento de órgãos vitais como o cérebro e o coração. Quando estes níveis caem, hormônios desencadeiam a sensação de fome, o que nos leva a aumentar o consumo de alimentos. Por outro lado, quando a concentração de glicose no sangue está elevada, hormônios, como a insulina, promovem a entrada da glicose em nossos tecidos, incluindo-se os músculos.

O entendimento destes fatores pode nos auxiliar a escolher alimentos que favoreçam a atividade física, através do fornecimento mais ou menos rápido dos substratos energéticos. Os alimentos com alto índice glicêmico liberam a glicose rapidamente em nossa corrente sanguínea. Quando isso acontece, a insulina também é prontamente liberada. Esta situação pode ser positiva ou negativa, dependendo das circunstâncias.

Depois do treino, por exemplo, nossos músculos estarão ávidos por glicose, a fim de repor suas reserves de glicogênio muscular. Deste modo, uma liberação rápida de insulina seria ideal, auxiliando na recuperação pós-atividade. Contudo, em momentos em que a demanda energética é menor, um excesso de açúcar no sangue será convertido em gordura e estocado em nossas células adiposas, o que para a maioria dos atletas constitui-se em uma condição desvantajosa.

Além disso, antes da atividade física, o consumo de alimentos com alto índice glicêmico pode provocar uma resposta exagerada da insulina, resultando em uma queda brusca da concentração glicídica do sangue, o que poderá acarretar fadiga mental e física, diminuindo o seu rendimento. Isto explica o porquê de alguns atletas relatarem uma melhora no desempenho inicial após o consumo de bebidas açucaradas, seguida, contudo, de uma queda na performance após 30 a 60 minutos de atividade.

Porém, como existe uma variabilidade individual na resposta à insulina, algumas pessoas não experimentam tais efeitos adversos. Assim, qualquer modificação em sua dieta deve ser feita em dias de treinamento, nunca experimentando novidades ou fazendo trocas de alimentos antes de uma competição.

Por outro lado, carboidratos com baixo índice glicêmico, ou seja, aqueles derivados de alimentos que levam mais tempo para serem liberados na corrente sanguínea, provocam uma resposta insulínica moderada, fazendo com que o corpo consiga manter seus níveis glicêmicos na faixa ideal por mais tempo e com maior facilidade.

Os carboidratos com baixo índice glicêmico são encontrados em alimentos como castanhas, massas, feijões e algumas frutas. Outro benefício importante destes carboidratos é que os mesmos atrasam a sensação de fome, o que é interessante para os atletas que precisam controlar o peso.

Na tabela, o índice glicêmico (IG) de diversos alimentos, e que pode chegar até 100. De acordo com estes valores, os alimentos são classificados como de baixo (IG<60 60="" 80="" a="" alto="" moderado="" ou="">85) índice glicêmico, em resposta à velocidade com que os níveis de glicose sobem no sangue.

Com estas informações em mente vamos à parte prática:

As melhores fontes de carboidratos a serem utilizadas antes de treinos longos parecem ser aquelas com baixo índice glicêmico. A explicação é que indivíduos suscetíveis à hipoglicemia reativa (queda na concentração de glicose no sangue, após o consumo de açúcar), experimentam fadiga precoce após o consumo de alimentos com alto IG. Porém, estas sensações não ocorrem em todos os indivíduos e em treinos ou provas curtas a hipoglicemia não parece ser um problema. Por outro lado, uma outra razão pela qual parece ser prudente evitar o consumo de alimentos com alto índice glicêmico (como doces e refrigerantes) antes do exercício é que os mesmos podem provocar enjôos e diarréia.

Para os indivíduos que tem dificuldade de se alimentar antes das provas ou treinos, devido a desconforto gástrico, falta de apetite, ou nervosismo, uma solução pode ser o uso de suplementos contendo carboidratos de absorção lenta, como a maltodextrina. Este suplemento apresenta ainda, como vantagens, o baixo custo, a facilidade de diluição e o sabor agradável.

Durante os treinos reidrate-se adequadamente. Já se a duração da atividade exceder 90 minutos (principalmente se a intensidade for superior a 70% do VO2 máximo), um repositor energético poderá maximizar a performance. Neste caso, tanto a glicose, quanto a sacarose, quanto a maltodextrina seriam opções interessantes, uma vez que demonstram ser eficientes na manutenção dos níveis de açúcar no sangue.

E, após a atividade física, continue dando atenção às suas necessidades hídricas e energéticas. Com esta finalidade, o consumo de algum carboidrato com um alto índice glicêmico seria interessante a fim de repor os estoques de glicogênio. Além disso, quando o atleta almeja o ganho de massa muscular, proteínas magras devem fazer parte desta refeição.

CURIOSIDADES

As frutas geralmente não apresentam um índice glicêmico alto, visto que o tipo de açúcar presente nas mesmas, a frutose, precisa ser convertida em glucose antes de aparecer em nossa corrente sanguínea, o que demanda tempo.

A sacarose (glicose + frutose), carboidrato presente no açúcar de mesa, tem um índice glicêmico menor do que o da glicose pura uma vez que também precisa ser quebrada antes de aparecer no sangue.

Alimentos ricos em fibra atrasam a quebra dos carboidratos, atuando como uma barreira física para os sucos digestivos atuarem. É por isso que o suco de maçã tem um índice glicêmico maior que o da fruta in natura.

Alimentos fonte de gordura atrasam o esvaziamento gástrico, diminuindo o índice glicêmico

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O 7º Encontro COOP de Corrida e Caminhada foi realizado no Paço Municipal na cidade de Santo André-SP. Com temperatura por volta dos 19º, os corredores e caminhantes começaram a chegar ao local por volta das 06h00 e já começavam os preparativos para a prova.

Com largadas programadas para às 08h00 (corrida) e 08h30 (caminhada) o evento teve uma programação repleta de atrações e não deixou o público ficar parado.

O Fôlego e a Rádio Bandeirantes estão presentes no evento desde a 1º edição. É um evento muito importante pra nós pois percebemos o envolvimento da Coop com os associados, cooperados e a comunidade. Uma coisa que prezamos muito no Fôlego é a qualidade de vida, a saúde, a atividade física e o pessoal da Coop promove exatamente isso aqui também para o ABC e região. Ficamos felizes com o crescimento da prova e ficamos muito felizes em ter essa parceria com a Coop e a Mexa-se.” Comentou Ricardo Capriotti apresentador do programa Fôlego.


A disputa pelo primeiro lugar masculino foi acirrada e o campeão pelo segundo ano consecutivo foi David Benedito de Macedo com o tempo de 00:30:36.46. Na categoria feminino a grande vencedora foi a queniana Consolata Cherotich, com o tempo de 00:35:38.32.


Estamos na 7º Edição e este ano fiquei muito emocionado pela adesão cada vez maior: foram 8.600 inscritos, 25 mil participantes na arena e mais de 30 tendas oferecendo os mais variados serviços ligados a saúde, o que faz o Mexa-se um evento único! Me sinto gratificado em poder representar a cooperativa e realizar um evento desta magnitude. É um evento para a família, todos participam.” Comentou Celso Furtado, gerente de marketing da Coop.

PARABÉNS à todos que abrilhantaram ainda mais o evento com suas participações, e em especial aos meus alunos que em mais um ano presitigiaram meu trabalho comparecendo a nossa tenda COMPLEXO SAÚDE.

Que venham novos desafios, novas prova e com elas novas conquistas!!!

Robinson Luiz


domingo, 12 de maio de 2013

Má postura causa inflamação no nervo ciático

Vital na mecânica das passadas, o músculo piriforme localiza-se bem no meio da nádega — sob o músculo glúteo máximo. Quando elevamos o pé do chão na troca da passada, ele ajuda a estabilizar a pelve, além de auxiliar na abdução e rotação externa do quadril. Por baixo ou por dentro desse músculo passa o nervo mais longo do corpo humano, o ciático, que estende-se da região lombar até o dedão do pé. Estimulado (ou tensionado) em excesso, o piriforme cresce, irritando e depois inflamando o nervo ciático. Com isso, desencadeia-se a chamada síndrome do piriforme, ou dor glútea profunda, que acomete principalmente as mulheres.


“Constantemente, temos de rodar o pé para fora para nos equilibrar, frear etc. Isso faz com que o músculo piriforme se contraia. Ao mesmo tempo, ele comprime o nervo ciático, aumentando o risco de lesá-lo por esmagamentos de repetição”, descreve o ortopedista Lafayette Lage. A dor se concentra na região lombar e na glútea, mas pode se irradiar para a perna, coxa e região espinhal.
Por isso, esta lesão é de difícil diagnóstico. A chance de sofrer uma síndrome do piriforme pode aumentar com treinos frequentes em longos declives, subidas e terrenos irregulares, que forçam uma repentina rotação do quadril. A hipertrofia excessiva dos glúteos — prática comum entre as mulheres que malham em academias — também pode gerar essa lesão. Outros atletas afetados por essa síndrome são os ciclistas, triatletas e frequentadores de academias, que passam muito tempo exercitando-se sentados. Ficar muito tempo sentado no trabalho ou passar horas dirigindo, aliás, também podem desencadear esse desconforto.

Dor parecida, lesões diferentes O piriforme tanto recebe a carga do peso corporal como é uma confluência de ossos, ligamentos, músculos, vasos e nervos, tanto da coluna vertebral como no quadril. Isso pode confundir até o médico mais experiente. “Quando todas as causas de dor na região da coluna e do quadril são excluídas, pensa-se nesta síndrome”, explica o ortopedista Giancarlo Polesello. Algumas das patologias que podem se confundir com a síndrome do piriforme são a lesão do menisco do quadril, o impacto fêmoroacetabular (síndrome do impacto), as hérnias de disco e a artropatia soropositiva na articulação sacroilíaca.

CAUSAS

• Trauma na região das nádegas.

• Variações anatômicas e alterações biomecânicas — como rotação externa da perna inadequada e má postura — que encurtam o piriforme e sobrecarregam o músculo.

• Hipertrofia dos glúteos.

• Treinos frequentes em subidas, descidas e terrenos irregulares.

SINTOMAS

• Dor profunda e contínua localizada na região lombar e na glútea, na superfície posterior do quadril ou irradiada pelo nervo ciático ao longo do corpo.

• Formigamentos nas coxas ou dor irradiada pelos membros inferiores.

• Incapacidade de ficar sentado numa mesma posição.

• Dor noturna.

TRATAMENTO

• Corrigir a postura e gestos do corredor, que favorecem a tensão do músculo piriforme. Caso não atenue a dor, recorrer à fisioterapia, com exercícios de alongamento de toda a região da cintura pélvica e reequilíbrio muscular por meio de exercícios do core.

• Infiltrar o músculo piriforme (com anestésicos e medicamentos), guiado por ultrassom ou tomografia.

• Repousar. A regeneração do nervo ciático é lenta (de quatro a seis meses), principalmente nos corredores que insistem em correr por meses com dor. “A terapia de sinais pulsáteis pode ajudar, mas é cara”, explica o dr. Lafayette Lage.

• A opção cirúrgica é pouco recomendada. Em geral, o tratamento conservador cura a lesão.

PREVENÇÃO

• Trabalhar especialmente os músculos profundos do abdome e o equilíbrio dos abdutores, adutores e rotadores do quadril.

• Evitar ficar muito tempo sentado.

RETORNO À CORRIDA

• Não voltar aos treinos antes de cessar a dor na região lombar e dos glúteos.

• Só voltar se conseguir correr em linha reta e em curva sem sentir dor.

• Evitar as corridas em ladeiras, subidas e terrenos irregulares na volta aos treinos.


Fonte: Revista O2